O tão esquecido ABC também tem seus imóveis abandonados

O duro é que a imprensa não divulga né, Secretaria de Planejamento Urbano de São Caetano do Sul… mas aqui nem é em São Caetano, e sim em São Bernardo, aquele primo feio do ABC que nem trem tem.

Prédios abandonados são risco e degradação para o município

— Publicado em: 19/08/2010 11:59
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a prefeitura do São Bernardo não tem o numero certo de prédio abandonados

Prédios abandonados são risco e degradação para o município O antigo prédio do Best está fechado a 15 anos – Foto: Maristela Caretta/RRJ

CAROLINE ROPERO E ALINE SCHONS
do Rudge Ramos Jornal

Abrigo para moradores de rua, local de tráfico e consumo de drogas, esconderijo de criminosos, criadouro de animais transmissores de doenças, desvalorização imobiliária, além do aspecto de degradação para a paisagem urbana. Estes são apenas alguns problemas causados por prédios abandonados pela cidade.

Em São Bernardo, a prefeitura não tem o número exato de imóveis abandonados. Muitos, porém, chamam a atenção dos moradores, especialmente, por estarem localizados em bairros nobres e região central. Alguns exemplos são: o prédio do antigo Mercado Municipal (em frente ao Paço Municipal), o Hotel Binder (Centro), a loja do antigo Pão de Açúcar (Rudge Ramos), o Best Shopping (Jd. Chácara Inglesa) e um prédio inacabado na avenida Caminho do Mar, próximo à saída da Anchieta.

“Estamos procurando os proprietários de alguns destes prédios, vendo a situação fiscal e dívida com o município para ver a atitude que vamos tomar”, disse o secretário de Planejamento Urbano de São Bernardo, Alfredo Luis Buso.

A especialista em planejamento urbano e conselheira da União Internacional dos Arquitetos Nádia Somekh destacou que os imóveis causam desperdício de área de recursos.   “Existe uma infra-estrutura que foi paga socialmente e existem imóveis que não usam  esta infra-estrutura, ou seja, não cumprem uma função social e, pior, acabam sendo um risco muito grande.”

No caso do Best, abandonado há 15 anos, o imóvel causa insegurança e também revolta os moradores. “O Best é esconderijo de tudo. Quem passa por aqui está sujeito a qualquer coisa. Fora os ratos, a estrutura está comprometida, isto quando não chove e o estacionamento alaga”, disse o comerciante Wagner Covilari, 53.

O secretário de Planejamento Urbano de São Bernardo afirmou que um grupo de empresários está negociando uma proposta com os proprietários. Se o acordo comercial não der certo, a prefeitura pretende desapropriar a área até o final deste ano.

Nádia Somekh disse que a negociação vai além das questões comerciais. Segundo a urbanista, a Lei 10.257/01 prevista na Constituição Federal de 1988, popularmente conhecida como Estatuto da Cidade, garante limites ao direito de propriedade.

“Não é só falar em prazo, precisa ver o que está sendo previsto. Tem uma possibilidade de negociação, porém existem instrumentos jurídicos para que isso aconteça”, afirmou a especialista.

Diferente dos outros imóveis, o antigo Mercado Pão de Açúcar, abandonado há cinco anos, possui a presença de segurança contratado pelos proprietários e teve a entrada cercada para evitar a invasão.
Um morador de rua, que prefere ser identificado como Felipe, instalou-se junto com a companheira em frente ao estabelecimento há cerca de três anos e diz que não tem como sair do local, mas que sonha em ter uma casa um dia.

“Moro na rua há 16 anos. Tentam tirar a gente daqui, levar pra albergue, mas nós não queremos, pois estamos na correria. Eu trabalho de ajudante geral. Um dia penso em sair da rua, ter minha própria casa”.

MUSEU

Em junho deste ano, o prefeito Luiz Marinho anunciou a construção do Museu do Trabalho e do Trabalhador no local onde funcionava o Mercado Municipal, fechado há 10 anos. A demolição e reforma do prédio dependem ainda da retirada de órgãos que ocupam parte do espaço, como o Conselho Tutelar, a Cooperativa de Consumo e o Rotativo, além de licitação.

“Vamos utilizar recursos do Ministério da Cultura, que já estão disponibilizados e uma contrapartida do município. Mas primeiro precisamos transferir os serviços que estão no local. Todo esse processo demora uns cinco meses”, disse o secretário.

 

Hoje foi o dia da Habitação Social! Dá-lhe Planurb minha gente ;D

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