Ricardo Bofill

(traduzido não-oficalmente – isso quer dizer, por mim hahahahttp://www.bofill.com )

Ricardo Bofill por ele mesmo

Estas são algumas considerações esquemáticas e preliminares para um diálogo generalizado , assim como alguns princípios que têm guiado a particular trajetória de meu pensamento e de minha equipe, o Taller de Arquitetura, desde os anos sessenta até atualmente.

Nômade, sigo sendo um nômade. Um viajante sem porto de abrigo, obrigado a fixar seus pontos de referência de acordo com sua rota. Nasci em Barcelona, filho de um pai catalão e de uma mãe veneziana. Isto é, esta encruzilhada de culturas que se enfrentaram e se mesclaram através da história.

Cruzei o Mediterrâneo. No vale de Dra (Marrocos), descobri civilizações  feitas de cubos empilhados, construídos dia a dia seguindo rítmo do crescimento das famílias e misteriosamente organizados. Ao redor, o o deserto. As estranhas formas que adotam as dunas, transformadas sem cessar pelo vento, me parecem como elementos essenciais, apesar de subjacentes de tudo o que podemos desenhar. As rosadas areias de Teneré (deserto do Saara), com suas silhuetas sob o céu anil, os espaços infinitos de rochas e pedras, foram a minha iniciação na beleza absoluta.

Alí, também encontrei os homens. Vários nômades que vivem numa civilização totalmente idolada da minha, se tornaram meu amigos. Descobri que eles eram os melhores conhecedores do espaço. (nossa., nunca tinha pensado no deserto do Saara como um imenso vazio, pronto para se transformar em qualquer tipo de cheio, bastando a criatividade)

Organizado pelo homem, decodificar os comportamentos e movimentos espontâneos de uma população, e, além disso perceber as necessidades de mudanças que esta pode expressar inconscientemente. É preciso localizar as carências para poder apontar uma contrubuição propria.(destaque por minha conta)

Ser arquiteto significa saber entender o espaço

Como já obsevou André Malraux (escritor e pensador francês do séc XX – depois escrevemos sobre ele, por hora uma frase legal from wikipédia: “Toda arte é uma revolta contra o destino do homem”), vivemos na época do museu imaginário, onde coexistem sem confrontos o Barroco e o Classicismo, o Romantismo e o Surrealismo.

A qualidade cultural do arquiteto frente às outras disciplinas é a de poder viajar, ler e entender as distintas civilizações a partir da forma da cidade e dos edifícios, da dimensão da propriedade e do vocabulário das suas fachadas. O arquiteto pode recorrer à história e à cultural na vertical ou na horizontal, pode atravessar o tempo e o espaço além da cronologia , pode viver na intemporalidade. O arquiteto pode viver as cidades e os edifícios históricos como obras do presente,  e sua mente está livre para projetar o futuro formal da sociedade.(novamente destaque meu)

Nos finais desse século XX, as teorias e as profecias desapareceram. O próximo século já não aparece como uma era de esperança, até mesmo de caos, mas como um imenso desconhecido que viveremos um dia, tentando dominar o aleatório , para finalmente encontrarmos as vítmas das circunstâncias e assistir impotentes a um amplo e incerto espetáculo. (Isso me lembrou “Improváveis”, espetáculo que irei assistir daqui a pouco!)

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